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Posts Tagged ‘Saudade’

O depois da paixão

E eu precisaria de muito mais outonos para preencher as palavras que ficaram por dizer…

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Das lembranças acumuladas, restam-me apenas os sorrisos, as memórias, as saudades e uma brisa no final da tarde. Da nostalgia daquela canção, restam-me as letras, o sorriso no canto do rosto, as lágrimas necessárias e as madrugas solitárias, porém felizes. Dos vícios, ficaram apenas os polaroides na estante do quarto guardando os preciosos momentos de um pulsar feliz e apaixonante. Das coisas, restam-me as letras apaixonadas. Das pessoas, restam-me as paixões, pois esta me move todos os dias. Das paixões, restam-me lembranças, saudades, versos, passeios e tantas outras recordações e pulsações. Porque eu aprendi que o amor não se limita em apaixonar-se apenas por pessoas, mas sim pelo que me faz feliz, pelo que não aconteceu, pelo que é vida e por tudo isso que eu sinto em meio as letras e fora delas.  E de todas essas minhas formas de paixão eu falo outro dia, porque andar de bicicleta também é se apaixonar, e com licença, agora eu estou apaixonada e preciso viajar nos pedais…

*ouvindo P!nk – Glitter in the air. Porque eu também me apaixono por músicas…

“Só porque encontrei você…”

imageE depois de um bom tempo sem aqueles acordes, meio que por acaso e sem explicação, hoje eu cantei com Leoni.

Voltei a ouvir aquelas canções que tocavam no meu violão nos corredores e nas arquibancadas da quadra da escola; junto daqueles amigos que entre os livros carregavam letras de canções, poesias e fotografias.

E no meu peito surge uma saudade daquelas que me faz sorri lágrimas nostálgicas e cantaroladas.

Coisas lindas e perfeitas da vida…

Eu tinha até esquecido como essas canções dele me fazem bem.

E agora estou aqui, com um violão desafinado, ouvindo Leoni como se não houvesse amanhã.

A voz do Leoni é o som de um doce violão que parece ser tocado ao luar, nas pedras do Arpoador, ou então nas areias da praia de Coroa Vermelha, sei lá! Eu só sei que eu me “viro do avesso” quando ouço os belos acordes dessas músicas, pois eu não resisto aos mistérios desse garoto.

“Porque depois de você, os outros são os outros e só…”

Eu poderia passar a madrugada inteira selecionando canções, mas seria em vão, porque eu sei muito pouco sobre “mãos, bocas e perfumes…” São tantas letras, tantas cartas, tantas músicas que eu acabaria deixando passar aquela canção que me fez subir ao palco na festa de despedida que organizamos na escola…

Sensações inexplicáveis. Apenas saudades, sorrisos e a leveza de uma noite de verão onde os ventos parecem dormir.

Por isso, eu invento músicas e canto alto com um sorriso no rosto relembrando momentos e estampando a felicidade no coração.

Se você me perguntar porque, depois de tanto tempo, só hoje estou ouvindo Leoni, eu não saberei explicar. Sei apenas que tocou no player a saudade de tudo, meio que por acaso, mas o acaso não existe. Então, estou aqui ouvindo, cantando, tocando e desafinando a letra, dando o “melhor pra mim”!

‘Por acaso’ me lembrei dessa música – porque não eu – e ai pronto: a saudade tocou cheia de felicidade e sensações…

Ô saudadezinha daquelas gostosas…

 

 

P.s¹.: Se você curte o som do Leoni, clique aqui e escolha a sua canção – se quiserem, podem deixar a música escolhida no comentário;

P.s².: Conheça o site do Leoni (http://www.leoni.com.br/).

Das saudades de ti…

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Eu sinto saudades de ti todos os dias, porém há dias em que a saudade machuca e eu fico aqui, em silêncio, esperando você chegar.

 

“De longe te hei de amar: da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância.”

(Cecília Meireles)

Lembranças… 2007

“Sem a música, a vida seria um erro.”

(Friedrich Nietzsche)

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Músicas reproduzem em minh’alma sentimentos inexplicáveis.

Um mix de saudade, nostalgia, euforia, sorrisos bobos, sensações que me transformam – apenas isso ou tantos outros dissos…

Eu não sou composta por músicas. Eu sou música e tenho em mim todos os acordes e sons que me permito sentir.

Sou daquelas que escuta mil vezes a mesma música, que enjoa de certas canções, que num dia ama e no outro odeia um determinado acorde, mas sou música e gosto de cada estilo desfilando as suas particularidades.

Cada som reproduz em mim algo singular: gosto dos clássicos, danço com o eletrônico, me emociono com as letras cantadas em voz e violão na poesia da pauta, choro com um belo chorinho, me divirto com alguns dançarinos de forró, deixo a boemia no samba me contagiar… e assim vou vivendo nos compassos musicais com todos os estilos em seus pretéritos emocionando e construindo o meu presente.

Hoje estou assim: leve! Estou uma nota fora da pauta, procurando palavras e encontrando canções…

Mergulhei num passado onde as lembranças traduzem leveza, dias tranquilos, saudades descompassadas e uma mistura de inverno com tardes de verão, cheiro de maresia e conversas à beira mar depois do expediente.

No player: S.A.U.D.A.D.E

Nas letras: lembranças de sorrisos e momentos reinventados

Nos acordes: a leveza dos sons…

Na música: amizade, nostalgia, saudade, praia, colina, pôr-do-sol…

(…)

“Quem ouve música, sente a sua solidão de repente povoada.”

(Robert Browning)

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*Brincando com os cds antigos e voltando a ouvir Armandinho, coisas daquelas saudades leves.

Nostalgias…

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A saudade tem me perturbado nesses últimos dias… coisas da nostalgia que me abraça forte a ponto de escorrer água pelos olhos. Minhas palavras tem sido um desabafo, um desencontro de letras que confundem sentimentos; não se importe com os meus versos, porque, talvez eu não caiba mais nestas palavras. Eu sempre sinto saudades, fico nostálgica, mas dessa vez sinto que foi diferente, pois encontro-me loucamente anestesiada da ausência e tenho medo de não suportar mais…

Para você…

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Saudade do seu cheiro,
do seu abraço,
do seu sorriso…

Vontade do seu beijo,
da sua pele,
do seu abrigo…

Saudade de você cantando para mim,
vontade de ouvir novamente o seu sim…

Saudade da vontade
de andar pela cidade
sem o tempo chegar ao fim!

Vou ali e volto já!

Fazer as malas. Aeroporto. Embarcar.  Encontrar amigos queridos. Sentir saudade dos que ficaram. Passeios. Sorrisos. Abraços. Encontros. Leitura. Versos. Composições. Perspectiva. Diário das Estações. Lançamento. São Paulo. Outras paisagens. Cidades Inventadas.

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“Eu sou essa pessoa a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus,sem tentação de volta.

Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza:
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
já de horizontes libertada,mas sozinha.

Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho ?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.

Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:
Agora és livre, se ainda recordas.”

(Cecília Meireles – Solombra, p. 794 )

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Em melodias de saudade

Hoje, conversei saudades… Saudade das boas, daquelas que abraçam lembranças e sonham com a nostalgia dos dias de infância.  Há dias que venho brincando com essas sensações do passado, coisas de um tempo que vem a tona e arrancam sorrisos metamorfósicos dos meus beirais. E quando falo de saudades, penso também nas coisas que eu não vivi, mas que se fazem presentes em minhas rotinas, em minhas lembranças… Um tempo não vivido, um pôr-do-sol esquecido e até mesmo aquela poesia inacabada numa tarde de verão. O futuro sempre será uma incógnita, as vezes ele me amedronta, porém segue entre traços e laços de um dia… Mas não quero falar sobre ele, nem sintonizar em alguma estação temporal.

Quero lembranças, apenas saudades…

Gosto das tardes, gosto do sol da tarde, gosto do aroma vespertino. Falei sobre isso também, e contei porque acredito gostar dessas horas. Coisas da saudade pretérita e das tardes de sábado. Lembranças de uma infância entre cores e sons…

Sempre que falo de saudade, de coisas antigas e todas as sentimentalidades envoltas na lembrança, me vejo entrelaçada novamente entre ele, o tempo. Entre o tempo passado e o tal presente dos meus dias. Entre as tardes e dias, sol e chuva…  Mesmo que todas essas lembranças estejam enroladas em algum ponteiro do pretérito, quero somente as lembranças… Não quero o tempo! Quero apenas a “saudade feito pão bengala trazida para casa”, coisas da Lu que brincando de saudade escreveu isso… Mas quero essa saudade…

Uma saudade que toca no player, de um tempo não vivido, não no futuro, mas no passado… Saudades daquelas músicas que tocaram, mas eu não escutei, ausências de tempo de épocas que não passaram por mim… Saudade de acordes, de caminhar pelas montanhas e de correr pelas areias das praias de minha infância… É saudade, e essa não se explica, apenas sente, vive e/ou escreve…

Saudades…

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Para a menina de asas

“Debaixo de sua janela, a menina tentava contar as estrelas enquanto suas orelhas buscavam pela música que ela não ouvia há séculos. E viajou para longe, muito além dos céus e lá onde o os olhos nunca alcançam, ela encontrou seus desenhos de antes e os olhos não resistiram, transbordaram…
Ela pensou na chuva, mas as nuvens não estavam negras, pensou no sol mas era noite. Então cruzou os braços e mexeu os ombros seguindo o ritmo das coisas que flutuavam ao seu redor…”

(Lunna Guedes)

Lembranças carregadas de saudade

Como não lembrar da Lu enquanto eu leio sentada na praça? Como não lembrar daquela que escreve novelas e brinca, veste, inventa personagens? Como não lembrar-me de ti, enquanto a chuva cai entre o oceano e a cidade? Como não lembrar-me do seu sorriso quando o arco-íris pinta no céu? É impossível não lembrar-me de ti nessas estradas que ainda não caminhastes e que os seus olhos ainda não viram… O que sei e sinto é que você imagina, brinca e desenha essas estradas através do meu olhar…

Como não lembrar?

Esquecer? Teorias Impossíveis!

Estás dentro de mim, dentro dos meus escritos, que tão bem corrige. Estás em todos os lugares que meus olhos, pés, mente e coração caminham…

Lembrei-me de ti enquanto estava sentada na praça lendo um livro. Como sempre, entrei na história e brinquei de ser o personagem que lá estava. Pensei em Pérola, em Max, em Cecília… Histórias distintas, mas lembrei deles, porque pensei em ti… Enquanto lia, eu era Norah, uma das personagens do livro "O Guardião de Memórias"… Pensei em ti… Viajei na história e em tudo que sempre conversamos…

Ao longe, ouvia uma voz: Suzana, Suzana… Mas eu não era Suzana, era Norah… Então lembrei-me quando tu fostes Déborah e não Lunna. Lembro-me que agora és Pérola, Cecília, Max… E hoje eu fui Norah, aquela que estava na praia com o filho, o marido e um amigo, descobrindo fotografias… Não mais Suzana, apenas Norah… Coisas de quem entrou e entra na história, nas histórias que você me conta, que eu leio…

Penso sempre em ti, e vejo sorrisos, lágrimas e contos que se formam entre as poesias que o dia transcreve e eu olho com os olhos, a pele e a alma!

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Escorre outono de saudades…

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Há saudades por todos os lados. Saudades que escorrem dentro de mim feito um temporal, saudade do mar que está perto, saudade do sol que está longe… Saudades de outono chuvoso, do pôr-do-sol de primavera e do sol de inverno. Há saudades dentro de mim. Saudades daquelas que incomodam e outras saudades que são apenas saudades, sensações que sinto na pele, como o beijo do vento que percorre em mim… Há saudades em mim… Pura saudade desses dias de chuva e frio. Já posso sentir saudade do outono que despede-se de mim. Tenho observado esse ensaio de despedida outonal há alguns dias. Há saudades que escorre em mim…

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