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Um cheiro de orvalho na grama,
algumas folhas caídas
a brisa suave que escorre pelo corpo
e encontra saídas…

Há sorrisos, abraços misturado em saudade.
É  início de inverno que abraça o nevoeiro
ou final do outono que inventa seu canto em fevereiro!
Uma primavera que tem céu de verão
e folhas que enfeitam o chão!

Estações confusas, paisagens amenas
uma música que toca egoísta em meus ouvidos
e um livro que recita Cecília, Clarice e Álvaro.
É desejo mergulhado em sonhos inventados
e amores cantarolados.

vozdapoesia

Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia.
(Garcia Lorca)

Tentar entender poesia é simplesmente deixá-la percorrer por todos os nossos sentidos. Hoje é dia de “abrir aspas” para a nossa poesia. Dia de deixar-se fluir pelas rimas mal feitas ou aquelas alexandrinamente¹ rimadas… Dia de confeccionar versos infantis, românticos ou apenas versinhos rimados num cotidiano qualquer! Dia de sentir Cecília Meireles, Clarice Lispector, Álvaro de Campos e tantos outros que tinha poesia nas veias.

Poesia talvez seja apenas rimas, ou versos soltos que prendem-se em momentos vividos ou envoltos em sonhos… Poesias podem revelar segredos e/ou amores implícitos em momentos cheios de lascívia. São versos que penetram na alma invadindo cada sentido, cada sorriso, cada espaço do coração, ou simplesmente algumas palavras que podem ou não fazer sentido.

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada.

(Cecília Meireles – Motivo)

livros_cama

A poesia está presente todos os dias, a sensibilidade está no ar, nas imagens deixadas pelo sol ao despedir-se do dia… Nas noites de insônia, nas madrugadas frias ou aquecidas por abraços e beijos. A poesia é poesia, sensível aos lábios e aos olhos!

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.

Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

(…)

Que horas são?  Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada…
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.

Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente.  Mas não durmo.

(Álvaro de Campos – Insônia)

sonhos

Os versos vão se desenhando e aos poucos nos perdemos em mundos distintos cheios de reticências e envoltos em sentimentos inexplicáveis. É a magia da poesia que desenha-se em fotografias, olhares e palavras…

Brancas

Azuis

Amarelas

E pretas

Brincam

Na luz

As belas

Borboletas

Borboletas brancas

São alegres e francas.

Borboletas azuis

Gostam muito de luz.

As amarelinhas

São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .

Oh, que escuridão!

(Vinícius de Morais – Borboletas)

borboleta

(Imagem: by Suzana Martins)

E assim segue o dia, com cheiro e jeito de poesia! É a arte pela arte que escorre em forma de poesia!!!

 

(mais…)

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Há momentos em que a inspiração perde-se em solidão. Posso não entender muito bem o significado das coisas, mas a sensibilidade desatinada dá um alerta. E tudo isso porque a grama está molhada daquele orvalho noturno, e misturada a tudo isso, eis que de repente um sol aparece sem pedir licença e começa a secar aquelas gotinhas que mais parecem lágrimas.

Quem sabe tudo isso é um pouquinho de cada coisa que se mistura as alegrias do nosso cotidiano. Um pouco de letras, tintas, músicas, orvalho, folhas de inverno que aparece num clima outonal. Sei lá!

O que dá para entender de tudo isso, é que a natureza é meio sentimental, ela desliza alegrias e tristezas em todos os arco-íris coloridos no céu ou simplesmente naqueles dias acinzentados que cai uma imensidão de água dos ares.

Quando se afofa nuvens, espalha orvalhos, colore flores e céu, os dias agradecem por cultivar poemas. Eu posso até ler livros e sentar num banquinho de um parque qualquer nos meus dias vindouros, porém contemplar belezas naturais em momentos introspectivos transmite paz.

Inverno, Outono, Primavera e Verão. A cada estação do ano os nossos sentimentos vão ganhando forma que ninguém é capaz de entender. Por isso acredito que a natureza é sentimental! E não custa nada cuidar um pouco de todos esses sentimentos que circulam por esse mundo.

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Antes de todos os sonhos, apenas um pedido de casamento…

No início apenas um sonho impossível que escorria por todas as minhas artérias quando ouvia a sua deliciosa voz. Vontades que pareciam inócuas a tantos anseios que perambulavam dentro de mim… Uma vontade de uni os nossos lábios com fitas de seda e de te beijar suavemente aumentava a cada instante que pintava por aqui. Era o desejo em degustar cada sabor que seus beijos eram capazes de produzir. Nas mais deliciosas formas de lascívia deixavam a minha boca na tua, o meu corpo sob o seu e deixava o teu perfume passear pela minha pele me atraindo em certezas concêntricas.

Todo esse desejo, essa mistura de prazer e sonhos estavam distantes, parecia uma pedra atirada à água, pois tratava-se apenas dos pensamentos envoltos numa voluptuosidade onde a distância misturada a saudade é apenas um círculo, ou linhas paralelas que transformam-se em estradas. E a cada ligação o teu respirar suave me abraçavas, e o meu pensamento buscava o seu corpo em qualquer lugar, em qualquer esquina, longe ou perto de mim… Unia os nossos passos com as fitas dos caminhos partilhados e com a certeza das direções.

De olhos fechados sentia os contornos da tua boca no meu pescoço ao me beijar em esboços suaves a carvão. As roupas que aos poucos iam sendo despidas enquanto te acariciava suavemente, iam desnudando todos os pudores que ainda existia. O toque da seda pela tua pele em suaves pinceladas de aquarelas em sentimentos esculpia a lascívia de nossos corpos desenhados na alma. A cada troca de palavra, a cada desejo diluído era como o encontro das nossas roupas entre passos e beijos dispostos pelo chão. Eu, sempre refém dos nossos corpos entrelaçados.

Entre o nosso desejo, uma estrada de vias tortas e alguns reflexos de pontas soltas e indícios de nós cegos. Alguns fios desfiados, laços imperfeitos e um violão encostado a espera da sua melodia. Eu que sempre preferi as estradas, longe ou perto, aos poucos vou deixando me envolver em seus laços e quando olho para traz vejo que a estrada parece cordas partidas de um violino. Deixo me envolver no seu abraço aconchegante e me embriago todo seu poder de sedução.

Envoltos num laço de sonhos, desejos, lascívia, ajoelho-me aos pés e peço que me envolvas, e que venhas para mim, quero ficar em seu corpo e sentir os seus beijos, quero você num laço de fita, num laço livre, mas que seja meu,

Casa comigo?

 

Um certo dia vi uma fotografia num comentário no blog do HenriqueM, e a curiosidade foi forte. “O que um cara com um nariz de palhaço poderia escrever?!” Então seguir os caminhos que me levariam até ‘aquele cara’… Quando eu cheguei lá quem me atendeu foi uma senhora muito simpática (conterrânea, até), e disse que eu podia entrar, fiquei meio sem jeito, meio intimista, mas entrei. O dono da casa aquele dia não estava, tinha saído para comprar uma caneca, não entendi muito bem, mas parece que ele tem uma coleção delas… E infelizmente, não foi dessa vez que eu o conheci, mas antes de eu ir embora, ela disse que eu poderia voltar no dia seguinte porque iria ter uma festa, alguém especial ia se apresentar num tal sofá vermelho. E no dia seguinte, eu estava lá (ainda tímida), mas fui ver se encontrava o cara com o nariz vermelho… mas não cheguei a vê-lo. E com a correria dos dias eu acabei ficando sem tempo de voltar para conhecê-lo, e aquela imagem não me saía da mente. Era um rosto familiar, mas não lembrava de onde conhecia, só sei que a impressão que eu tinha, era que o conhecia.

E um dia eu ouvir um zunzum que havia uma tal "turma do Amigão" e o grande líder dessa turma era a pessoa mais amável e brincalhona do mundo. Eu vim correndo para poder conhecer a turma, e quem sabe um dia até participar dela (quanta pretensão!). E qual foi a minha surpresa?! O tal Amigão era aquele cara com nariz de palhaço! E ele me convidou para participar da turma, e era naquele sofá vermelho que os novos amigos se apresentavam. Então ele me convidou para fazer parte da turma, e conseqüentemente, me apresentar no sofá. Fiquei tão feliz, mas tão tímida que nem sei como me saí aquele dia. Mas eu encontrei nele a pessoa mais acolhedora, mais humilde, mais humana de todas, um verdadeiro AMIGÃO! Então você olhou para mim com um olhar tão lindo, de um coração tão puro que tens e simplesmente sorriu e me abraçou, nem perguntou nada, apenas sorriu e me acolheu.
 
 

E aos poucos fui conhecendo os integrantes da turma, e todo final de semana nos reuníamos para conversar, fofocar mesmo, e falávamos de um tudo! E ali fui percebendo o porquê do carinho, do afeto, do amor e de todo sentimento puro e honesto que existe na turma. Você nos ensinou isso! È você que nos ajuda quando precisamos, quando sentimos que a embarcação vai naufragar, é você que tenta amenizar as complicações, que coloca um sorriso no rosto quando estamos meio que tristes… Você sempre sabe usar as palavras certas, nos momentos certos. Quando percebe que uma lágrima vai escorrer, tu vens e a enxuga, nos abraça e nos acolhe! E sabe quando alguém é especial para você, só que as palavras ditas/escritas nunca são suficientes para poder descrever tudo isso?!! Pois é, meu caro! Esse alguém é você! Amigão, você é o cara!

 
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E hoje, enquanto a chuva escorria pela minha janela, fiquei aqui lembrando da primeira vez que "conversamos", uma amizade de verdade estava nascendo ali. Um grande amigo que eu conquistei e que me conquistou, uma amizade que vai além do virtual, rompe todas as barreiras que nos separa… Menos a saudade, não é?! Obrigada por ter me deixado conhecer você.

 

“Eu não sou nada. Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada
e a despeito de tudo isto
tenho todos os sonhos do mundo”.

Feliz Aniversário, Amigão!!!
Viva o 27 de outubro!!

 

 

P.s.: O SMS chegou ai às 04:00??? rsrs

Existem pessoas que sabem transformar os nossos instantes em momentos marcantes e maravilhosos… Conseguem arrancar um sorriso em meio às lágrimas e que a todo custo quer te fazer sorrir. Aquela pessoa que mesmo longe sabe fazer a diferença. Alguém que você nunca viu, mas que sente a presença a todo momento. Você não está só!! Palavras, muitas vezes não dizem nada, mas gestos e ações sempre falam por si. E não foram nas suas frases feitas que encontrei uma amizade duradoura, e sim nos seus atos, na sua simplicidade, no seu cuidado e carinho! E hoje, palavras, frases e textos complexos estão apenas rascunhados. Não são esses dialetos que irão traduzir sentimentos amigos para você! E sim, um caloroso abraço virtual, um colo, e o silêncio. Eu não sei dizer todas aquelas palavras bonitas de aniversário, então conversas nesse momento poderiam estragar a beleza do momento… O que está valendo agora é o carinho mútuo e o abraço amigo! Eu comemoro aqui junto com você!!! Te amo!!
 
Feliz Aniversário, Duzinha!!!!!!

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Lhe entreguei um coração, daqueles transparentes, esculpidos em silêncio. Um coração que outrora esculpi com minhas próprias mãos e que traduz o que seríamos mutuamente, ou o que diziamos sentir. Aquele coração entregue a você, tu destruístes com tanta decicação e empenho, na tentativa de  encurtar o espaço que havia entre nós. Você esqueceu que todo espaço é necessário mesmo quando os corpos permitem fundir-se num só. Agora, estou aqui reconstruindo o coração que te entreguei, mas ele será de metal, mais sensível ao toque e qualquer queda brusca. Talvez assim percebas que as nossas vidas não mais se cruzarão e que, para mim, tu não passas de fotografias rasgadas e memórias esquecidas. E aquele pequeno espaço que um dia foi tênue, aquele reflexo de silêncio necessário, agora é mais que indispensável para que tenha certeza de que os aquele coração de vidro não pulsa em suas mãos… Despedaçou-se no tempo!

Pode até parecer estranho, mas eu gosto das segundas-feiras! É como acordar e ver o que temos para semana, é uma espécie de cardápio semanal. Eu sempre acreditei que a sua semana vai ser boa ou ruim dependendo da sua segunda-feira. Mas é claro que você pode mudar essa realidade, se tiver ruim temos todas as maneiras para poder mudar. Então, levantei super cedo, em ritmo de horário de verão que por aqui não temos, liguei o player e comecei cantando com Shania Twain. Aos poucos tentei atualizar os emails, porque sábado e domingo eu só fico no pc para bater papo, twittar e outras coisitas máss

E aos poucos fui observando meu “cardápio semanal”, e nada melhor como começar a semana anotando coisas importantes, como não esquecer do aniversário da Du dia 26/10, o do Amigão dia 27/10 e coisinhas de um cotidiano que segue seu curso normal. E no meio de tantas anotações, não posso esquecer de abrir aspas para a Blogagem Coletiva que será realizada no dia 09/11, idealizada pela Lunna Guedes dos blogs Teorias Impossíveis e Tudo é História.

 

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Blogagem Coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”
Um novo convite a poesia…

No dia 09 de novembro (uma segunda-feira – é claro) “abra aspas” no seu blog, escolhendo um poeta e uma poesia para deixar mais poética a blogosfera…

O convite está feito. Falta apenas você confirmar a sua presença nessa festa poética. O dia já está agendado e o local já estão reservado: o seu blog…

Para participar, basta você colocar o selo no seu blog e confirmar sua participação:  Click here

 

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A poesia está em cada amanhecer, na primavera com cara de outono, nas gotas de orvalho que beijam as flores, as folhas, a relva… Está no olhar, nos lábios e na magia de cada som que desperta em todos os lugares! A poesia está na aurora que difere cada despertar silencioso, ou com notas de maresia… Amanhece poesia por aqui e entre os ventos que por aqui desfilam, um traz o aroma dos sonhos!!

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. "
(Clarice Lispector)

 

Bom dia, mas BOM DIA MESMO!!

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Era primavera, mas suas palavras estavam presas num caminho outonal
e no colorido mágico das folhas espalhadas pelo chão.
Eram flores, mas do seu olhar escorria aromas e frases feitas num pôr-do-sol de folhas secas e no aroma adocicado do bailar das árvores.
É primavera, mas seus olhos enxergam outono,
e seus pés caminham lentamente sobre
as gotas da outra estação!

mucuri_antes_depois

 

O Blog Action Day desse ano trouxe um tema que está em evidência nos últimos tempos, mas infelizmente não tem sido levado tão a sério quanto deveria. Mudanças Climáticas e o tema desse ano, e um assunto que afeta a população mundial, mas que nem todos se preocupam em ajudar a resolver.

Diariamente, as notícias sobre os efeitos climáticos tomam conta dos nossos noticiários, mas são poucos que tomam atitude, e a grande maioria continua com o desperdício de água, com as queimadas e ainda reclamam de calor, chuva e entre outras coisas.

E participando do Blog Action Day, vou falar sobre o município de Mucuri, que fica localizado no extremo sul Brasileiro, e vem sofrendo diariamente com os efeitos do clima. Mucuri que é uma cidade litorânea, situada a 929 km da capital, Salvador, com seu clima quente e úmido, sofre as consequência do descuido humano pela natureza.

“O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, esteve no município no mês de julho anunciando que os recursos para obras de construção dos espigões para a contenção da erosão marítima no município serão liberados assim que a documentação for entregue no ministério. A cidade teve duas ruas engolidas pelo mar nos últimos 15 anos e, no período da visita do ministro, uma praça e dois quarteirões do centro foram invadidos pelas águas, deixando 18 famílias desabrigadas. “

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(Imagens do Ministro Geddel Vieira Lima)

 

Na madrugada do dia 25/07/2009, depois de uma sexta-feira quente, típica do verão, o mar invadiu as construções localizadas na orla de Mucuri, no extremo sul da Bahia, trazendo muitos prejuízos para os comerciantes das barracas.

Pela manhã, ao longo da praia, o que se via eram destroços e a desolação de quem perdeu tudo e não tem mais como ganhar seu sustento, pelo menos enquanto durar a ressaca do oceano, normal nesse período de chuvas e mar revolto.

Renato Souza, de 41 anos, que há 20 anos explora um bar no local, teve seu estabelecimento invadido pelas águas e pela areia. Com a ajuda de amigos, retirava o que ainda podia salvar, sem avarias.

"Nessa hora é que se percebe como é importante ter boas amizades. Num momento como esse é que a gente reconhece os verdadeiros amigos". Sobre os motivos da destruição, Renato tem opinião formada.

"O homem é o principal agente de toda essa desgraça. A natureza nada mais faz que cumprir seu papel. O motivo de tudo isso foi a invasão do mangue pelos moradores. Não tendo para onde ir, a água que entrava pelo mangue invade as construções da orla".

Renato lembra que, antigamente, o manguezal era invadido pelas águas. "Neste ano, está tudo seco". Mesmo diante de todo o prejuízo e desolado, Renato não perde as esperanças.

"O jeito é tirar o material, esperar melhorar esse tempo e construir tudo de novo, para o próximo verão". Desolaqção parecida era de Gérson Araújo, de 57 anos, que, poucos metros adiante, tinha certeza de que sua barraca teria o mesmo destino.

"O mar chegou perto e jogou muita areia lá dentro do meu bar. Se o tempo continuar assim, essa noite, certamente, vai acontecer o mesmo comigo. Por isso, já tirei o que tem mais valor". Não só a tristeza, mas a opinião também é a mesma de Renato.

"O mangue foi invadido e agora o mar tem que entrar em outro lugar quando está de ressaca. Infelizmente, nesse lugar está o nosso estabelecimento. Nesses nove anos em que trabalho aqui, isso nunca tinha me acontecido".

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Fonte: Jornal A Região.

A culpa por todo esse caos, infelizmente é nossa, foram pequenas ações que se transformou no caos que encontra o nosso mundo. Aquela torneira que deixamos aberta, o papel que jogamos no chão, e tantas outras “coisinhas” nos apresenta hoje a consequência da nossa falta de cuidado com a natureza.

Ainda há tempo de preservar a vida, ainda há tempo de preservar a natureza! Não é o mar, a chuva, não é a natureza que está se destruindo, somos nós, seres humanos que estamos matando pouco a pouco tudo que demorou anos para construir.

 

Fonte:
Sul Bahia News
Google
Globo.com

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