
O Blog Action Day desse ano trouxe um tema que está em evidência nos últimos tempos, mas infelizmente não tem sido levado tão a sério quanto deveria. Mudanças Climáticas e o tema desse ano, e um assunto que afeta a população mundial, mas que nem todos se preocupam em ajudar a resolver.
Diariamente, as notícias sobre os efeitos climáticos tomam conta dos nossos noticiários, mas são poucos que tomam atitude, e a grande maioria continua com o desperdício de água, com as queimadas e ainda reclamam de calor, chuva e entre outras coisas.
E participando do Blog Action Day, vou falar sobre o município de Mucuri, que fica localizado no extremo sul Brasileiro, e vem sofrendo diariamente com os efeitos do clima. Mucuri que é uma cidade litorânea, situada a 929 km da capital, Salvador, com seu clima quente e úmido, sofre as consequência do descuido humano pela natureza.
“O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, esteve no município no mês de julho anunciando que os recursos para obras de construção dos espigões para a contenção da erosão marítima no município serão liberados assim que a documentação for entregue no ministério. A cidade teve duas ruas engolidas pelo mar nos últimos 15 anos e, no período da visita do ministro, uma praça e dois quarteirões do centro foram invadidos pelas águas, deixando 18 famílias desabrigadas. “
(Imagens do Ministro Geddel Vieira Lima)
Na madrugada do dia 25/07/2009, depois de uma sexta-feira quente, típica do verão, o mar invadiu as construções localizadas na orla de Mucuri, no extremo sul da Bahia, trazendo muitos prejuízos para os comerciantes das barracas.
Pela manhã, ao longo da praia, o que se via eram destroços e a desolação de quem perdeu tudo e não tem mais como ganhar seu sustento, pelo menos enquanto durar a ressaca do oceano, normal nesse período de chuvas e mar revolto.
Renato Souza, de 41 anos, que há 20 anos explora um bar no local, teve seu estabelecimento invadido pelas águas e pela areia. Com a ajuda de amigos, retirava o que ainda podia salvar, sem avarias.
"Nessa hora é que se percebe como é importante ter boas amizades. Num momento como esse é que a gente reconhece os verdadeiros amigos". Sobre os motivos da destruição, Renato tem opinião formada.
"O homem é o principal agente de toda essa desgraça. A natureza nada mais faz que cumprir seu papel. O motivo de tudo isso foi a invasão do mangue pelos moradores. Não tendo para onde ir, a água que entrava pelo mangue invade as construções da orla".
Renato lembra que, antigamente, o manguezal era invadido pelas águas. "Neste ano, está tudo seco". Mesmo diante de todo o prejuízo e desolado, Renato não perde as esperanças.
"O jeito é tirar o material, esperar melhorar esse tempo e construir tudo de novo, para o próximo verão". Desolaqção parecida era de Gérson Araújo, de 57 anos, que, poucos metros adiante, tinha certeza de que sua barraca teria o mesmo destino.
"O mar chegou perto e jogou muita areia lá dentro do meu bar. Se o tempo continuar assim, essa noite, certamente, vai acontecer o mesmo comigo. Por isso, já tirei o que tem mais valor". Não só a tristeza, mas a opinião também é a mesma de Renato.
"O mangue foi invadido e agora o mar tem que entrar em outro lugar quando está de ressaca. Infelizmente, nesse lugar está o nosso estabelecimento. Nesses nove anos em que trabalho aqui, isso nunca tinha me acontecido".

Fonte: Jornal A Região.
A culpa por todo esse caos, infelizmente é nossa, foram pequenas ações que se transformou no caos que encontra o nosso mundo. Aquela torneira que deixamos aberta, o papel que jogamos no chão, e tantas outras “coisinhas” nos apresenta hoje a consequência da nossa falta de cuidado com a natureza.
Ainda há tempo de preservar a vida, ainda há tempo de preservar a natureza! Não é o mar, a chuva, não é a natureza que está se destruindo, somos nós, seres humanos que estamos matando pouco a pouco tudo que demorou anos para construir.
Fonte:
Sul Bahia News
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